No dia em que recebi a tarefa de criar o blog, pensei que seria uma experiência, no mínimo, diferente. Muito embora eu não soubesse os temas que seriam abordados, tinha a perfeita noção de que exploraria um outro lado meu, e que seria consequência querer explorá-lo ou não.

Durante as tarefas me deparei com dificuldades que devem ser exploradas e melhoradas, algumas delas me fizeram refletir, por exemplo: como é fácil falar daquilo que a gente gosta ou tem afinidade, mas é bem o oposto falar daquilo que não temos tanto contato, né? Também percebi que pelo meu jeito comunicativo e falante, sempre tenho opiniões e respostas pra quase todas as conversas, mas na hora de passar para os textos, as palavras não fluem tão facilmente, acho que organizar o pensamento é algo a ser trabalhado. 

Algo que também pude sentir com o blog foi nostalgia e saudade, eu já tive um blog, ou dois. Um deles dividi com minha amiga há uns 7 anos atrás, foi uma experiência muito bacana, falávamos de nossas viagens em família e como nossa semana havia passado. O tempo passou, deixamos ele pra lá, mas quando o reencontramos aqui na internet ele nos rendeu boas risadas e lembranças. Hoje divido um apartamento com ela, que ironia do destino! 

Além disso, o primeiro texto sobre uma pequena descrição minha e aquele sobre o meu crescimento pessoal me fizeram lembrar de algo que eu gostava muito na minha infância, desde que aprendi a escrever: fazer diários. Com o passar do tempo e a mudança de atividades, escrever foi algo que deixei pra trás, mas hoje eu acredito que não há melhor maneira de perceber realmente minhas mudanças, sejam dos meus hábitos, sobre minhas opiniões ou personalidade. Em um ano tanta coisa pode mudar, não é? Por causa disso, comecei 2016 e meu diário já tem 06 páginas, quero poder ler e relembrar futuramente cada sentimento vivido. 

Desejo ainda descobrir um futuro mais correto para o meu blog, aquele que se identifique comigo e que possa despertar em mim mais sentimentos, como os que eu já tive e esse aqui também fez. Que esse texto possa ser um "até logo". 


Comumente ouvimos que a ciência reproduz verdades inquestionáveis, será esse o ponto? A verdade científica é contestável, e, portanto, provisória. Ela dura enquanto não são ultrapassadas por uma nova teoria ou experiência. A verdade científica se baseia no empirismo para dar suas explicações ao mundo, ou seja, através das observações da natureza captadas por nossos sentidos. 

“Se um cientista observa milhares de cisnes, em muitos lugares diferentes e verifica que todos os cisnes observados são brancos, isto não lhe permite afirmar cientificamente que todos os cisnes são brancos, pois, não importa quantos cisnes brancos tenham sido observados, basta o surgimento de um único cisne negro para derrubar a afirmação de que eles não existiriam.Assim é sustentada a ideia de Karl Popper, um filósofo austríaco do século XX, que propunha que uma teoria só poderia ser considerada científica quando falseável, ou seja, quando é possível prová-la falsa.

Se apropriando do método indutivo, os cientistas partem dos experimentos às teorias e hipóteses através do princípio de que para descrever uma lei da natureza é preciso testar, colher e registrar os resultados de vários pesquisadores. Uma lei científica é válida quando a comunidade científica, fundada em experiências particulares, colhe resultados semelhantes. 

A observação pode criar teorias, mas também as derrubar.  Sendo o universo infinito, não podemos o observar por completo, e, portanto, a verdade científica jamais será incontestável. 


De Lana, Carlos Roberto. Filosofia da ciência: Karl Popper, falseabilidade e limites da ciência. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/filosofia-da-ciencia-karl-popper-falseabilidade-e-limites-da-ciencia.htm>. Acesso em: 02 dez. 2015.


Analisar meu presente, passado e futuro foi uma coisa que aprendi a gostar com o passar dos anos. Sou muito nova, mas mesmo assim gosto de fazer balanços sobre as coisas que acontecem comigo. 

Desde pequena eu gostava de questionamentos: “Por que eu não posso fazer isto ou aquilo?” ou “Por que isto é errado?”, minha mãe sempre me disse que eu fomentava o debate e nunca fui de aceitar as coisas facilmente. Acho que hoje continuo assim, mas os questionamentos são outros... “Por que isto está acontecendo em minha vida?”, “Qual caminho eu devo tomar?” ou “Estou sendo o melhor que posso?”. Sou daquele tipo que acredita que tudo na vida acontece por uma razão. Sabe quando você compra a passagem de um ônibus e perde o horário do embarque? Então... Certamente eu não deveria estar lá.

Os braços que me seguravam na primeira foto não estão mais comigo, eles eram da minha avó, a pessoa que contribuiu muito para que hoje eu possa tentar ser sempre um ser humano melhor. Sinto que a mudança mais repentina em mim aconteceu quando eu percebi que não a tinha mais por perto.

Quando criança eu não era do tipo introvertida, mas também não era arteira. Eu não brincava com vizinhos nem gostava de jogos e brincadeiras de correr ou se esconder, gostava das minhas bonecas e do conjunto de cozinha que eu tinha. Com o passar do tempo, minha diversão era passar horas com o baralho e dominó com a minha avó.

O tempo nos ajuda a crescer, e é maravilhoso, mas muito mais que isto, ele nos ajuda a distinguir o que realmente é importante pra nós e nos faz perceber o destino que estamos dando às nossas vidas com nossos atos. 

Minha personalidade é um grande somatório de experiências vividas. Hoje tenho cada dia mais responsabilidades para assumir e dever de encarar as consequências de minhas escolhas. Gosto de focar nos meus objetivos e fazer o que puder para alcançá-los, sou um tanto impaciente e ansiosa, mas procuro, nessa longa jornada de mudanças que é a vida, ser sempre melhor que ontem. 



Acordar, correr para pegar o ônibus, chegar ao trabalho ou faculdade; voltar pra casa, estudar, cuidar dos afazeres, enviar um e-mail, comer; lembrar que ainda não terminou de fazer todas as obrigações do dia, já é bem tarde e está na hora de dormir. Qual o valor do tempo em nossas vidas?

Em uma sociedade que é movida em função do tempo, ou da falta dele, nos passa despercebido que pequenas raspas de vigor físico e mental estão sendo tiradas de nós, seja quando atravessamos a rua ajeitando a mochila pensando em tudo que devemos fazer, ou quando mandamos uma mensagem no celular enquanto realizamos outras mil tarefas. Vivemos uma rotina que nos leva a agir mecanicamente e nos faz perder a sensibilidade em tudo aquilo que de fato gostamos. Essa mesma rotina nos faz perder nossas vidas e nem percebemos.

Os anos passam, a vida corre. Sempre ouvi a minha avó dizer: "o tempo não espera por ninguém". Parece que ela está certa, pois enquanto estamos preocupados com o trivial, o tempo corre impiedoso. A pergunta que deve ser feita, refletida e respondida é: somos nós que mandamos no tempo ou o tempo que manda em nós? 

Penso que a resposta está em nossas escolhas. Se escolhemos destinar nossas vidas ao que realmente nos faz bem, aproveitaremos muito mais do que ela tem a nos proporcionar, pois mesmo em momentos caóticos - ninguém está ileso de vivenciar - é possível tirar proveito e experiências para o nosso crescimento, sendo assim, mandamos no tempo que corre ao nosso redor. Caso contrário, nossa vida vira um grande somatório de ciclos que nos desgastam e não nos levam a lugar algum. O tempo passa e nos leva com ele: para o fim.